Finalmente escrevo uma pastagem nesse blog pelo celular. Em 2008, ou nove, quando comprei meu Nokia E63 busquei um aplicativo em que eu pudesse postar inserindo fotos, comentário e até vídeos. Mas não encontrei. Talvez a comunidade iniciada do iPhone já tivesse acesso a algo parecido. Não me lembro como era o facebook na época. mas certamente não era tal eficiente quanto agora, com potagens grandes, fácil edição, álbuns um pouco mais complexos e recursos enriquecidos noa comentários. Poder publicar aqui dessa forma talvez anime a falar com uma inexistente.
sábado, agosto 17, 2013
sexta-feira, outubro 28, 2011
sexta-feira, setembro 11, 2009
Tripolar
América Latina vive seu gosto de mundo multipolar enquanto aquece sua corrida armamentista. Chavez se alinha com a Rússia e testa armas no oceano do qual os americanos ajudaram a expulsar os espanhóis.
Em fronteiras estratégicas para os ocenaos Atlântico, Pacífico e Amazônico, a Colômbia fecha contratos de satrapia com os EUA.
E o Brasil sorri para a UE - ainda sem exército - via França. O mundo pode ser mais simples se olharmos para os grandes movimentos da geopolítica do que se focarmos nas clásulas de uma licitação.
Celso Amorim declarar que o Brasil se movimenta em direção à França enquanto a papelada licitatória é analisada é um recado claro aos americanos: nós não queremos a base e ela veta parceriais militares conosco.
Nesse sentido, seria menos birrento comprar aviões de suecos, mas não parece ser essa postura que o governo quer passar. Se ainda é marginal, a América Latina tem todo o direito de orbitar como for do seu interesse entre Europa, Rússia e EUA.
Os que insistem em uma leitura técnica sobre cada parafuso dos aviões parecem repercutir os desejos dos lobbies. Acordos militares são mais estatísticos que comerciais: faz-se o que quiser com seus números.
A questão é: o jogo nos enfraquece como região no processo histórico ou nos fortalece como jogadores capazes de pechinchar entre gregos e troianos?
Em fronteiras estratégicas para os ocenaos Atlântico, Pacífico e Amazônico, a Colômbia fecha contratos de satrapia com os EUA.
E o Brasil sorri para a UE - ainda sem exército - via França. O mundo pode ser mais simples se olharmos para os grandes movimentos da geopolítica do que se focarmos nas clásulas de uma licitação.
Celso Amorim declarar que o Brasil se movimenta em direção à França enquanto a papelada licitatória é analisada é um recado claro aos americanos: nós não queremos a base e ela veta parceriais militares conosco.
Nesse sentido, seria menos birrento comprar aviões de suecos, mas não parece ser essa postura que o governo quer passar. Se ainda é marginal, a América Latina tem todo o direito de orbitar como for do seu interesse entre Europa, Rússia e EUA.
Os que insistem em uma leitura técnica sobre cada parafuso dos aviões parecem repercutir os desejos dos lobbies. Acordos militares são mais estatísticos que comerciais: faz-se o que quiser com seus números.
A questão é: o jogo nos enfraquece como região no processo histórico ou nos fortalece como jogadores capazes de pechinchar entre gregos e troianos?
terça-feira, fevereiro 05, 2008
REEDIÇÃO
Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007
Pílulas carnavalescas
Atravessou o olhar na multidão e encontrou a cara-metade. Era carnaval.
Escreveu a mensagem de longe, do bloco só se ouvia o eco dos tambores. Cansaço era sua fantasia estampada, mas o amor lhe pegara há 4 anos. Hoje era o dia de vestir a máscara da coragem e fazer o peito pular sem saber se é maravilha ou sofrimento. Apagou escreveu apagou escreveu eu te amo, eu te am, eu te, e mandou assim mesmo, eu te amo. Taparam-lhe os olhos e não pôde ver a confirmação do envio. Ficou satisfeito: vencera a covardia. Ainda só vendo pele e sentindo o cheiro da serpentina notou os lábios no pescoço e as mãos escorregaram do olhar e pararam sobre os ombros. Era ela. Era carnaval.
Trabalha no telemarketing há cinco anos. Nesse carnaval queria demissão. Falou palavrão em dezembro, destratou clientes em janeiro mas em fevereiro foi promovida. Entre um atendimento e outro, o corpo suava e o pé ventava embaixo da mesa. Queria estar na Rio Branco, fantasiada de índia e provocando ereções em quem a visse. Terminou o expediente, ligou para o namorado, disse se prepara, mas no elevador encontrou o faxineiro que morava ainda mais longe do asfalto. Agarrou-lhe da coxa acima, apertou o pare e sussurou: hoje é carnaval.
Viúva há 10, abandonada pelos filhos há 5, com pensão prejudicada há 2, ouvia rádio enquanto o corpo esperava morrer. Sentiu um vento na nuca, levantou-se e entrou no enquadramento da janela. Olhou para baixo e viu-se mais jovem, ainda assim era ela. O mesmo cabelo, o mesmo namorado, a mesma fantasia. O sorriso veio subindo-lhe as paredes do estômago e parou constrangido nas rugas da face. Primeiro foi a água do gato. Depois a da geladeira. Euforica tirou a mangueira, encheu os baldes, trocou a estação, e não passou folião sob sua janela que não tivesse chance de refresco. Era ela meio morta regando sua ela viva para sempre. Era carnaval.
Saiu suando do Bola Preta. Só usava bermuda e nem cueca vestia. Perdeu-se há muito. Abandonara a multidão na Vargas, era bloco de si mesmo - quem não chora não mama - e já chegava no São Bento sentada no patamar perto do colégio onde estudara ela não tinha 15 anos. Fitou-lhe nos olhos: sou menina mulher. Ele agarrou seu braço com firmeza e a fez ficar em pé. Ela pulou no seu pescoço abriu a porta e puxou-lhe. Daí para frente só as bonecas de porcelana viram a cena. Ele entrou nela de quatro - quem não chora não mama - fez-a rezar - dá a chupeta- e só pararam de fazer amor quando ele já pulava de volta na Vargas e ela ainda demorava-se exausta na cama.
Entrou em casa às seis. Na sala todos os sofás descansavam foliões. Na escada um casal namorava. Dois quartos estavam com as portas fechadas. No seu, um casal dormia pelado com as luzes acessas e um desconhecido desmaiava no chão. Sem ter onde cair morto tirou o ipod da gaveta catou as moedas pela casa e saiu sem saber se a porta fechara. A la la o o o o o mais que calor ooooo.
posted by alobato at 11:15 PM 0 comments
Pílulas carnavalescas
Atravessou o olhar na multidão e encontrou a cara-metade. Era carnaval.
Escreveu a mensagem de longe, do bloco só se ouvia o eco dos tambores. Cansaço era sua fantasia estampada, mas o amor lhe pegara há 4 anos. Hoje era o dia de vestir a máscara da coragem e fazer o peito pular sem saber se é maravilha ou sofrimento. Apagou escreveu apagou escreveu eu te amo, eu te am, eu te, e mandou assim mesmo, eu te amo. Taparam-lhe os olhos e não pôde ver a confirmação do envio. Ficou satisfeito: vencera a covardia. Ainda só vendo pele e sentindo o cheiro da serpentina notou os lábios no pescoço e as mãos escorregaram do olhar e pararam sobre os ombros. Era ela. Era carnaval.
Trabalha no telemarketing há cinco anos. Nesse carnaval queria demissão. Falou palavrão em dezembro, destratou clientes em janeiro mas em fevereiro foi promovida. Entre um atendimento e outro, o corpo suava e o pé ventava embaixo da mesa. Queria estar na Rio Branco, fantasiada de índia e provocando ereções em quem a visse. Terminou o expediente, ligou para o namorado, disse se prepara, mas no elevador encontrou o faxineiro que morava ainda mais longe do asfalto. Agarrou-lhe da coxa acima, apertou o pare e sussurou: hoje é carnaval.
Viúva há 10, abandonada pelos filhos há 5, com pensão prejudicada há 2, ouvia rádio enquanto o corpo esperava morrer. Sentiu um vento na nuca, levantou-se e entrou no enquadramento da janela. Olhou para baixo e viu-se mais jovem, ainda assim era ela. O mesmo cabelo, o mesmo namorado, a mesma fantasia. O sorriso veio subindo-lhe as paredes do estômago e parou constrangido nas rugas da face. Primeiro foi a água do gato. Depois a da geladeira. Euforica tirou a mangueira, encheu os baldes, trocou a estação, e não passou folião sob sua janela que não tivesse chance de refresco. Era ela meio morta regando sua ela viva para sempre. Era carnaval.
Saiu suando do Bola Preta. Só usava bermuda e nem cueca vestia. Perdeu-se há muito. Abandonara a multidão na Vargas, era bloco de si mesmo - quem não chora não mama - e já chegava no São Bento sentada no patamar perto do colégio onde estudara ela não tinha 15 anos. Fitou-lhe nos olhos: sou menina mulher. Ele agarrou seu braço com firmeza e a fez ficar em pé. Ela pulou no seu pescoço abriu a porta e puxou-lhe. Daí para frente só as bonecas de porcelana viram a cena. Ele entrou nela de quatro - quem não chora não mama - fez-a rezar - dá a chupeta- e só pararam de fazer amor quando ele já pulava de volta na Vargas e ela ainda demorava-se exausta na cama.
Entrou em casa às seis. Na sala todos os sofás descansavam foliões. Na escada um casal namorava. Dois quartos estavam com as portas fechadas. No seu, um casal dormia pelado com as luzes acessas e um desconhecido desmaiava no chão. Sem ter onde cair morto tirou o ipod da gaveta catou as moedas pela casa e saiu sem saber se a porta fechara. A la la o o o o o mais que calor ooooo.
posted by alobato at 11:15 PM 0 comments
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sexta-feira, dezembro 28, 2007
Poeta XXI
Caiu o muro das paixões,
fez-se o poeta que investe na bolsa.
Não há mais pressa em sentir.
Qualquer giro misterioso
das idéias
pode esperar a Nasdaq fechar.
De todas as dores e amores
a serem cantadas,
resta no caderno do poeta
a frieza necessária
do fazer contas.
E quente coração
que implodiu mil vezes,
agora entra no salão,
a comer pipocas e
esperar o verso
se publicar.
fez-se o poeta que investe na bolsa.
Não há mais pressa em sentir.
Qualquer giro misterioso
das idéias
pode esperar a Nasdaq fechar.
De todas as dores e amores
a serem cantadas,
resta no caderno do poeta
a frieza necessária
do fazer contas.
E quente coração
que implodiu mil vezes,
agora entra no salão,
a comer pipocas e
esperar o verso
se publicar.
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sexta-feira, novembro 16, 2007
terça-feira, setembro 25, 2007
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