América Latina vive seu gosto de mundo multipolar enquanto aquece sua corrida armamentista. Chavez se alinha com a Rússia e testa armas no oceano do qual os americanos ajudaram a expulsar os espanhóis.
Em fronteiras estratégicas para os ocenaos Atlântico, Pacífico e Amazônico, a Colômbia fecha contratos de satrapia com os EUA.
E o Brasil sorri para a UE - ainda sem exército - via França. O mundo pode ser mais simples se olharmos para os grandes movimentos da geopolítica do que se focarmos nas clásulas de uma licitação.
Celso Amorim declarar que o Brasil se movimenta em direção à França enquanto a papelada licitatória é analisada é um recado claro aos americanos: nós não queremos a base e ela veta parceriais militares conosco.
Nesse sentido, seria menos birrento comprar aviões de suecos, mas não parece ser essa postura que o governo quer passar. Se ainda é marginal, a América Latina tem todo o direito de orbitar como for do seu interesse entre Europa, Rússia e EUA.
Os que insistem em uma leitura técnica sobre cada parafuso dos aviões parecem repercutir os desejos dos lobbies. Acordos militares são mais estatísticos que comerciais: faz-se o que quiser com seus números.
A questão é: o jogo nos enfraquece como região no processo histórico ou nos fortalece como jogadores capazes de pechinchar entre gregos e troianos?
sexta-feira, setembro 11, 2009
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