Quão poucos são os dias de minha vida!
Deixa de fixar-me, para que eu tenha um instante
de alegria,
antes de partir, sem nunca mais voltar,
para a terra de trevas e sombras
para a terra soturna e sombria,
de escuridão e desordem,
onde a claridade é sombra.
Não é poesia, é o Velho Testamento. E tem gente achando que pessimismo é invenção Schoupenhauer ou Nietzche. Fala sério, Viva Neruda! Jó tá falando com Deus ou com seu Carrasco? Bem, com os dois.
sexta-feira, setembro 29, 2006
quarta-feira, setembro 27, 2006
Fios brancos
No começo da onda iPod os fios brancos eram o grande diferencial. Era visível quem portava o novo conceito de walkman. Hoje, todos têm fios brancos. Quando as leis acabarem mesmo, o Sindicato do Crime vai reclamar: como poderemos saber quais roubar!
O Fim do Ontem
Na década passada, muita gente acreditou que viveríamos um presente eterno. Que se deselvolveria com o aprimoramento das instituições propostas pela Democracia estadodunidense e européia. O resto do mundo, sim o resto, estaria sem alternativa porque a evolução da humanidade trabalhava, diferente da natural, em único sentido: a convergência.
O que vemos hoje nas eleições brasileiras é o desespero de ver a história continuar, não ficar no ontem. Seguir um rumo em que a divergência é possível. Todas as armas do discurso se voltam para o passado. É o medo de quem se via confortável e estável para todo o sempre.
O que vemos hoje nas eleições brasileiras é o desespero de ver a história continuar, não ficar no ontem. Seguir um rumo em que a divergência é possível. Todas as armas do discurso se voltam para o passado. É o medo de quem se via confortável e estável para todo o sempre.
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