segunda-feira, agosto 28, 2006

A lição de Plutão

Plutão deu uma lição ao mundo. A Ciência, para permanecer legítima, tem que mudar com algumas coisas; assim garante um futuro mais sábio, ou apenas diferente. Ela testa em si mesma sua autoridade, e entre medos e aventuras, se transforma. Com isso, os dogmas vão alterando toda sua superfície, e por fim, acabam eles mesmo vivem sob ameaça de beijarem a lona.

Em tempos em que ameaçam a história de um capítulo final permanete, Plutão deu mesmo um show de bola. Pode-se dizer, a lá Ronaldinho, já que sua órbita é cheia de efeitos especiais.

Do célebre Carl Sagan em a Arte Refinada de Detectar Mentiras: Os argumentos de autoridades têm pouca importância - as "autoridades" cometeram erros no passado. Voltarão a cometê-los no futuro. Uma forma melhor de expressar essa idéia é talvez dizer que na ciência não existem autoriades; quando muito, há especialistas.

Mas, Plutão ainda está lá e até ganhou namorada. Seu centro gravitacional com Xena não é em nenhum dos dois planetas, mas sim no espaço. Será que o romance também reescreverá a astrologia? Nesta ele representa o mistério e as grandes mudanças, logo na época de O Código Da Vince.

Vale lembrar
Quando a teoria da relatividade ainda não havia sido feita, cientistas coçavam a cuca para tentar explicar a órbita de Mercúrio pela física das maçãs que caem verticalmente. Chegou-se até a pensar em um outro planeta entre Mercúrio e o astro Rei, seu nome sugerido foi Vulcano. Só quando Einstein explicou que a maça não apenas 'cai na vertical', mas se desloca no espaço-tempo curvo, é que a translação de lentos dias e noites foi explicada.

Foi necessário um gênio excêntrico descabelado e sem meias para dar subsidio ao tema e explicar o que diabos Mercúrio fazia ao redor de Apolo, quer dizer, do Sol. E assim como foram necessários muitos outros, acabando ou não em churrasco cristão, para que o sistema solar ficasse como está.

Autoridade
A discusão aqui não se trata de verdade ou mentira. E sim de concenso . O que ocorreu foi uma reunião de especialistas reescrevendo seu dicionário a partir do que todos acreditavam ser uma evidência.

A União Astronômica Internacional (UAI em português) tomou a decisão em congresso com 2,7 mil cientistas em Praga. Só votou quem estava lá. É uma solução que altera o vocabulário de todos da civilização das luzes, embora nem todos os iluminados possam decidir. Escolhido está, quem quiser se manter atualizado que siga a rabeira.

São tantas as preocupações, geológicas, comportamento de órbita, tamanho etc, que prefiro mesmo, UAI, deixar que decidam por mim. Visto as promessas dos novos supertelescópios (anunciando que podem dectar mais e mais irmãozinhos de plutão), optou-se por fechar a porteira do que é ser planeta. São oito e pronto.

Revolução
Não é falta de solidariedade se não pensarmos que ser planeta é melhor ou pior que ser planeta-anão. Eles já são três e podem chegar a cem. O "rebaixamento" do planeta-mistério ajuda a reascender a mágica da vida.

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