domingo, fevereiro 04, 2007

O Rei Momo e o Rei Simas

Eu sempre suspeitei que o professor Simas tivesse uma queda pelo realismo mágico. Não é por acaso que possui ele mesmo uma estirpe de fãs que exarcebam os domínios das quatro paredes de giz e cera que frequenta. Já faz um tempo que ele tem esse blog, mas é raro alguém que conte a história do Brasil - com mais ou menos realismo e magia - como ele o faz. Fanfarrão dos melhores - diga-se sagazes - ele é uma leitura indispensável para quem admira a história como um produto simplesmente humano, cotidiano. Aí vai uma pílula de sua ode aos Reis Momo gordos, e não aos esqueléticos da cultura higienista de nosso infeliz prefeito.



Dizem que D. Pedro II, sisudíssimo
no cotidiano, transformava-se num fauno durante o carnaval. Participava
do entrudo, jogava ovos podres em ministros e sacos de mijo na multidão
que se esbaldava nos arredores do Paço Imperial. Em certa ocasião,
acabou semi-nu dentro de um tanque, abraçado a um balofo, com a coroa
de Rei Momo na cabeça.




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Um comentário:

Anônimo disse...

Oi. Vi um comentário seu numa comunidade do Orkut, e acabei fuçando lá e aqui, desculpe. O caso é que fiquei interessada sobre sua viagem à Argentina. Ainda não tive tempo de ler todos os posts, mas me pareceu até agora que vc fez uma viagem além dos parcos horizontes do tango e do vinho.
Bom, só comentei mesmo pra dizer oi.