quarta-feira, maio 09, 2007

Direito de IR e VIR

Parece piada as "matérias" sobre liberdade de imprensa nos jornalões. Como de praxe, o Globo é o menos preocupado com qualquer senso de equilíbiro jornalístico. Fala de um "ato de defesa", cita inúmeras falas de políticos e omite o que é que "ataca" a liberdade de imprensa. Nesta página dupla, 14 e 15, a "defesa" é feita na página 14, enquanto o ataque - "Entidades criticam imposição de horários para TV" é feito na página 15.

Primeiro defende-se, depoism, se sabe qual é o ataque. Não bastasse isso, o jornal mistura alhos com bugalhos. Defende-se a liberdade de imprensa, mas o que é atacado é a "imposição de horários para a TV". Duas coisas bem diferentes.

A portaria que impõe horários segue o princípio constitucional do Estado de regular suas concessões. Imginem se as companhias de transportes resolvessem fazer o que bem entendessem, simplesmente pelo direito de ir e vir? Os caminhões poderiam trafegar pelo Túnel Rebouças a qualquer hora. A Via Dutra seria mais insuportável que já é.

Não bastasse esse argumento, de que princípios constitucionais são para ser preservados e não entregues ao comando de 4 famílias, ainda temos o de que, obviamente, as empresas não tem nenhum Know How em se regulamentar. Tirando o moralismo da violência no horário pós-alomoço das crianças - que eu desprezo mas deve ser respeitado por elas, as empresas de TV - há, por exemplo, a independência Editorial. A maneira como o Globo mistura liberdade de imprensa com regulamentação de horário de televisão é um acinte a sua própria postura libertária e de autosuficiência.

E como todo acinte, é proposital. Ou o Sr Rodolfo Fernandes, diretor de redação de O Globo, não sabe a diferença entre tela e papel, ondas e tinta?

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