quinta-feira, março 15, 2007

E Lula propõe o colonialismo da Energia





Quem ouviu o Lula falar de transformar a América Central e a África em produtores mundiais de bioenergia com a Cana-de-açucar deve ter achado bom. Eu achei. Afinal, há melhor coisa para o império do que parar de encher o bolso de seus piores inimigos com a burra dependência ao petróleo? Melhor coisa do que ser o novo chefe mundial da bioenergia? Finalmente o Brasil chegou ao futuro? Yes! Nós temos cana e eles, milho.



Mas de que adianta propor as soluções para o futuro e repetir os erros do passado? A melhor resposta para a problemática da energia global veio do Greenpeace, que lançou estudo junto à divulgação do relatório do IPCC no mês passado. A ONG não só propôs diferentes matrizes energéticas como pôs um pé a frente e abriu seus painés solares para alimentar a rede pública. Apesar de ser proíbido dar energia os ecochatos fizeram mesmo assim.



Isso porque o futuro não é de UMA matriz energéticas, mas da descentralização energética como um todo. Porque comprar energia se o telhado da minha casa a deixa mais fresca transformando radiação solar em divisas domésticas?





Além do típico salvacionismo do The One (no caso a cana), o bioálcool serve ainda como pseudo-solução para a gula americana. A idéia de que o americano médio tem problemas no Iraque e não na compulsão consumista não é alerta simplesmente do mercado imobiliário: os padrôes de consumo americano são absurdos, para não dizer burros. Nem o papai simpson consume tanto 'gas'.



A solução de Lula é a melhor para o império. Cria uma nova colônia energética (Bush já disse que é problema de segurança nacional a dependência do petróleo) como ainda o faz com a típica solidariedade cristã, ou como poderia dizer Glauber, "despertando a solidariedade" dos usurpadores pelos usurpados.







Nenhum comentário: