segunda-feira, agosto 14, 2006

Rondônia é um chamado para uma nova geração de assaltantes esclarecidos

A Polícia Federal, operação Dominó, prendeu diversas autoridades de Rondônia, mas lá é fácil. Isso é que dar corrupto querer ser só corrupto em uma federação. Não é fácil. É preciso ter moral federativa. Roubar aquele estado longínquo sem coronéis relevantes é trabalho para amadores. Denunciados ao fantástico em 2005 (como ensinou Suzane von Richthofen minta para a polícia, mas nunca ao Fantátisco) pelo próprio governador do Estado, Ivo Cassol (ex-PSDB atual PPS), alguns deputados e muitos asessores somaram-se a maior apreensão deste que é o produto mais consumido do país: políticos. Será que quando as grandes corporações dominarem o mundo vai ter SAC para governador mal atendido, ops, já tem a Globo.

Queremos ver a PF cantar de galo no Maranhão, na Bahia, no Rio de Janeiro e por aí vai. É um começo, assim temos mais chances de ter assaltantes eclarecidos. Antes de roubar R$ 70 milhões de um estado, os cálculos por baixo da PF, providenciar: mercado consumidor e assim ter poder econômico - donos de fábricas de pneu ou de jornal, tanto faz - para contra atacar. Assim de graça, não pode.

O problema dessa operação Dominó é que ela começou lá no grotão mor do país e por lá fica. O ideal seria o contrário, começar na paulista subir com as massas de ar seco até brasília e de lá deixar o mercado sem oferta desse tão bem ofertado produto, talvez o com melhor distribuição mundial.

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